Adolescente de 13 anos é agredido em escola municipal em Jaboatão dos Guararapes e passa por cirurgia
Segundo a família, um novo procedimento deve ser realizado ainda nesta quarta-feira (16)

Do Diario de Pernambuco
Foto: Cortesia
Um adolescente de 13 anos foi agredido dentro de uma escola municipal de Jaboatão dos Guararapes e está internado no Hospital Otávio de Freitas, no bairro de Tejipió, no Recife. O estudante precisou passar por cirurgia depois que exames identificaram o rompimento de um tendão e uma fratura em um osso do joelho direito. Segundo a família, um novo procedimento deve ser realizado ainda nesta quarta-feira (16).
No dia 17 de agosto, a mãe percebeu que o braço do filho estava roxo. Segundo ela, o adolescente contou que havia se envolvido em uma discussão com outro aluno depois que uma bola o atingiu durante uma brincadeira. Ainda de acordo com o relato, o outro estudante teria iniciado as agressões.
Dias depois, em 26 de agosto, a mãe recebeu uma ligação da escola informando que o adolescente havia se envolvido em uma nova confusão e precisava ser retirado da unidade. Como não conseguiu chegar imediatamente, ela pediu que um familiar fosse buscá-lo.
“Eu achei estranho, porque nunca tinha sido chamada pela escola, em todos esses anos, por ele se envolver em briga. Eu era chamada por outras situações, relacionadas às atividades e ao aprendizado dele”, afirmou.
A mãe contou que o filho tem diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e déficit de aprendizado. Conforme ela, ao chegar em casa, o adolescente estava mancando e sentia muitas dores.
Com fortes dores na perna, o adolescente foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por exames e foi liberado. Conforme o relato da mãe, o médico informou inicialmente que não havia fratura e colocou uma tala no joelho.
As dores, porém, continuaram. Segundo ela, cerca de uma semana depois, o adolescente precisou ser levado novamente para atendimento médico. Um novo exame identificou a fratura.
“O médico disse que era cirúrgico. Fomos transferidos para o hospital, onde fizeram uma tomografia e confirmaram a necessidade da cirurgia”, relatou.
O adolescente passou por um procedimento na quinta-feira (10) e, segundo a família, deverá ser submetido a uma nova cirurgia para reparar o joelho. Ele está internado há quase 15 dias.
A mãe afirma que comunicou a escola sobre o estado de saúde do filho e questionou a falta de supervisão na unidade. Ela também participou de uma reunião com representantes da escola, o Conselho Tutelar e a mãe do outro aluno envolvido.
“Eu só quero que a escola zele pela segurança. Não é a primeira vez. Já é a segunda agressão”, disse.
Segundo a mãe, o adolescente continua sentindo dores e está afastado das aulas. Ela afirma ainda que está impossibilitada de trabalhar para acompanhá-lo durante o tratamento.
“Eu não estou falando mal da escola em relação ao ensino, à equipe ou à gestão. Estou falando da segurança”, declarou.
Após relatar o caso à imprensa, a mãe afirma que passou a receber mensagens de outras famílias com relatos de situações semelhantes na unidade.
“Começaram a me procurar e relatar situações que não eram resolvidas. Acontecia com outros alunos e a escola não resolvia”, afirmou.
A mãe também contou que o filho já havia sofrido com comentários e provocações relacionados à cor da pele, ao cabelo e ao corpo. Segundo ela, o adolescente permanecia calado e não relatava os episódios.
“Há mais de um ano ele vinha sofrendo com isso, mas ficava calado. Quando eu era chamada na escola, era por causa das atividades que ele não conseguia concluir. Por ser uma criança violenta, eu nunca fui chamada. Nunca”, disse.




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