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Artista de Muribeca inaugura exposição individual em galeria de Nova York

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Mostra de Lu Ferreira reúne 27 obras, que percorrem caminhos de abstração, mistério, sincretismo religioso, memórias, distorções e pesquisa


Do Jornal do Commercio

Foto: Mitsy Queiroz/Divulgação


“Ser estranho, ser luz e ser bosque”. Com esses conceitos e a abstração no campo das artes visuais, o pernambucano Lu Ferreira, de Muribeca, inaugurou uma exposição individual em Nova York.


As cores das 27 obras de “Estranhas Luzes no Bosque”, na galeria Tara Downs, percorrem caminhos de abstração, mistério, sincretismo religioso, memórias fotográficas, distorções e pesquisa estética por meio de diversos suportes materiais.


Em exibição até o dia 6 de junho, a exposição conta com curadoria da pesquisadora Elizabeth Bandeira e marca a segunda mostra individual do trabalho de Lu Ferreira em Nova York, sucedendo Tropical Nada, que esteve em cartaz em junho de 2025.

“Toda minha pesquisa é baseada em fotografia, no sentido da memória: são trabalhos que permeiam o campo da abstração. O figurativo revela as coisas, e a abstração pode ocultar e desmembrar parte dessas histórias, desse figurativo, e transformar em outro tipo de contexto de interpretação poética”, explicou o artista.


Em entrevista ao JC, Lu Ferreira contou que seu contato com a arte teve início ainda na infância, quando desenhava células na carteira da escola. Segundo ele, primeiro veio o figurativo e depois a abstração com o rompimento da imagem.


“Eu era uma criança muito ficcionada por anomalia, por lodo, por esgoto a céu aberto, por morfologia e sempre enveredei nessa questão do estudo das plantas. Fiquei 20 anos estudando ciência em casa, trabalhando essa ideia de manipulação tanto da questão morfológica, quanto celular”, pontuou.


O trabalho de Lu Ferreira também é carregado por uma condução rítmica do jazz, e chega a Nova York, cidade onde nasceu a emblemática corrente do bebop de Dizzy Gillespie e Charlie Parker.


Outro elemento de força são os suportes, sejam as lonas de construção ou o papel onde os trabalhos se imprimem, mas, sobretudo, as ferramentas que o artista usa, fugindo da convencionalidade dos pincéis, e utilizando materiais que prefere não revelar quais são.


Em um trecho do texto curatorial da exposição, Elizabeth Bandeira destaca:

“Apesar do histórico familiar permeado por condutas evangélicas, o grau de agudeza da experiência sensorial com a religião brasileira tomou forma a partir das visões com figuras emblemáticas do seu imaginário ancestral. Essa intimidade com forças vitais, as quais o conduziram a vocação habitada na sua interioridade, muito além do sentido dogmático desta crença, trouxe a Ferreira, desde a infância, a fluidez de um olho que pode se voltar para várias direções e ver de muitas formas”.


No próximo dia 20 de maio, às 15h, Lu Ferreira e Elizabeth Bandeira participarão de uma conversa virtual com a galerista sobre a exposição. O bate-papo será em português, com uma pessoa tradutora, e aberto ao público. Mais detalhes serão anunciados nas redes sociais do artista: @lu___ferreira.


Inspiração

“Estranhas Luzes no Bosque” tem como uma das inspirações o livro homônimo de Stela Carr, que marcou a infância do artista e dialoga com seus caminhos artísticos de abstração e mistério.


Além disso, a pesquisa de Lu Ferreira que inspira a mostra envolve sincretismo barroco religioso negro, estudo de cores e as andanças do artista por territórios como Assaré, no Sertão cearense do Cariri, e a cidade de Olinda, onde reside.


Serviço

Exposição “Estranhas Luzes no Bosque”, de Lu Ferreira

Curadoria: Elizabeth Bandeira

Data: em exibição até 6 de junho

Local: Galeria Tara Downs - Nova York, Estados Unidos

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