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Cresce em PE a procura por motos e bicicletas elétricas

  • 15 de ago.
  • 3 min de leitura

Economia, praticidade no deslocamento e menor impacto ambiental estão entre os principais interesses nesse tipo de duas rodas

Foto: Divulgação


A necessidade de se deslocar na cidade com redução no custo e menor impacto ambiental tem levado muita gente a optar por duas rodas elétricas. Além de permitir maior movimentação no trânsito, é também uma maneira de fugir dos altos gastos com combustível e ainda conseguir carregar de maneira fácil, em casa mesmo, por meio de uma simples tomada de eletricidade. A mesma usada em qualquer outro aparelho doméstico como um celular ou liquidificador.


Essa busca tem aquecido o mercado de mobilidade elétrica no país e atraído empresas do setor para ampliar negócios. Com base nas previsões mais recentes da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) e da Associação Brasileira de Bicicletas, o mercado brasileiro de veículos de duas rodas elétricos entrará em fase de forte expansão em 2026. Modelos de baixa velocidade para deslocamento diário devem crescer 78% e motocicletas leves elétricas para entregadores com potência entre 1kW e 4kW terão crescimento de 36,4%, com o volume total de transações do mercado estimado em 56,3 bilhões de reais. 


Em Pernambuco, para atender ao mercado, a Aima Nordeste abriu sua terceira loja no Estado. Após se consolidar com duas unidades no Estado, sendo uma no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE), e outra em Olinda, a concessionária oficial da marca chinesa Aima na região para motos, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos inaugurou, sua primeira loja no Recife, no Pina. O investimento chegou a R$350 mil, incluindo reforma, estrutura operacional, equipamentos e formação de estoque.


Abastecimento via tomada caseira

Com valores a partir de R$6.350, a unidade do Recife oferece 13 modelos, envolvendo duas e três rodas, entre veículos autopropelidos, triciclos elétricos de carga e motos elétricas. Um ponto positivo é que o piloto não precisa ter carteira de motorista (alguns modelos exigem habilitação), nem pagar pedágio ou Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Em Pernambuco, os veículos elétricos têm isenção do tributo garantida por uma lei estadual. Outro benefício é poder circular por vias urbanas e ciclofaixas.


O abastecimento é feito via energia elétrica, por meio de uma tomada caseira. A bateria é recarregável e leva cerca de cinco horas para carregar. Há modelos que alcançam velocidade máxima entre 32km/h e 60km/h e autonomia para percorrer 50km e até 100km.


Planos de expansão

Segundo o gerente comercial da Aima Nordeste, André Rameh, a estratégia da empresa prevê a continuidade da expansão. Até o fim deste ano, estão previstas a inauguração de uma unidade na Zona Norte do Recife, outra em Caruaru, no Agreste pernambucano, e uma terceira em João Pessoa (PB), ampliando a presença da marca, que atua em Pernambuco há três anos. Os planos envolvem ainda um Centro de Distribuição (CD) no Nordeste. “Temos convicção de que Pernambuco reúne todas as condições para se tornar o principal hub logístico da marca no Nordeste, impulsionando o desenvolvimento do setor e acelerando a transição para uma mobilidade mais eficiente, sustentável e inovadora”, ressaltou André.


Ele acrescentou que a intenção é atender públicos diversos que precisam se deslocar na cidade, incluindo quem não quer comprar um carro ou não deseja utilizar veículo por aplicativo. “São modelos disruptivos com inovação, economia e sustentabilidade, sem precisar usar combustível”, ressaltou. Para a nova concessionária, foram contratadas cinco pessoas para as áreas de venda, mecânica e estoque. Juntas, as três lojas geram 20 empregos diretos.


Investimentos da Aima no Brasil

O aquecimento do mercado regional instiga a Aima - considerada a maior indústria de mobilidade elétrica em duas rodas do mundo – a direcionar mais recursos para o país. “O Brasil é um mercado estratégico e, ainda este ano, realizaremos investimentos em marketing, expansão de canais, cadeia de suprimentos localizados, reforço na estrutura de distribuição e suporte pós-venda”, adiantou o diretor comercial Aima Global, José Chen. A Aima está presente em mais de 80 países, com cerca de 100 milhões de usuários em todo o mundo.





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