Deputada federal Clarissa Tércio assina Moção de Repúdio contra participação oficial do Brasil na posse de Maduro
- mais jaboatao
- 16 de jan.
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A parlamentar destacou o seu posicionamento contrário ao apoio do governo Lula a regimes considerados autoritários

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A deputada federal Clarissa Tércio informou nas redes sociais que assinou a Moção de Repúdio contra a participação oficial do Brasil na posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Reeleito para mais um mandato de seis anos, ficará 17 anos no poder ao todo. A parlamentar destacou o seu posicionamento contrário ao apoio do governo Lula a regimes considerados autoritários. “Digo não ao apoio do Brasil a regimes autoritários! Assinei a Moção de Repúdio à participação oficial do nosso país na posse de Nicolás Maduro, ditador que sufoca a liberdade na Venezuela”, afirmou.
“Minha luta é por democracia e respeito aos verdadeiros valores do povo brasileiro!”, concluiu a deputada federal. A decisão do Governo Federal de enviar a embaixadora do Brasil em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, para a posse de Nícolás Maduro, no último dia 10, demonstrou sinal de reconhecimento do governo petista ao regime chavista. A medida também tem gerado amplo debate entre parlamentares de oposição e do governo.
Em seu terceiro mandato de Maduro como presidente do país, o resultado eleitoral na Venezuela não foi reconhecido por diversos países devido às acusações de fraude pela oposição e de governos internacionais.
REPERCUSSÃO - Conforme informações repassadas pela CNN, os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), defenderam os respectivos pontos de vista sobre a representação brasileira na cerimônia de Maduro. Ciro Nogueira, presidente do PP e que foi ministro-chefe da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que a presença do Brasil no evento é uma “vergonha”. “Não tenha dúvida, estamos todos nós, no país, estarrecidos com esse movimento do governo brasileiro, uma data emblemática esse dia 10, uma vergonha para o mundo”, argumentou.
Já o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, disse que o envio da embaixadora é “um ato de formalidade”, uma vez que o governo brasileiro já se posicionou sobre o resultado eleitoral na Venezuela, o que, de acordo com ele, “já azedou a relação”. “Todo mundo sabe que a relação nossa com eles [Venezuela], nesse momento, não é boa. Agora, por enquanto, não tem uma proposta de rompimento, então está indo a embaixadora do Brasil lá para assistir a posse e evidentemente é um ato de formalidade”, afirmou.








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