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Do Curado aos holofotes: Carlos Santos é a nova cara do humor pernambucano

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    mais jaboatao
  • 24 de jan.
  • 4 min de leitura

Ele é responsável por trazer entrevistas com a população, brincadeiras e quadros com um toque de comédia e muita irreverência


Da TV Jornal

Foto: Divulgação/TV Jornal


Compondo a nova cena do humor local, Carlos Santos promete ser uma das novidades do Carnaval deste ano. Repórter, comunicador e integrante da Turma do Barra, programa de entretenimento do canal 2, Carlos é responsável por trazer entrevistas com a população, brincadeiras e quadros com um toque de comédia e muita irreverência.


Imitações

A trajetória do humorista começou no bairro Curado, onde ele cresceu e descobriu que queria trabalhar com comédia. Desde a infância, Carlos era um menino brincalhão: gostava de se divertir na rua e ali aprendeu a fazer imitações para entreter seus amigos.


“Eu fui desenvolvendo uma coisa de gostar de analisar e imitar as pessoas. Depois eu descobri que isso era teatro, que eu podia fazer televisão, fazer rádio, com um personagem, com brincadeiras”, conta Carlos.


O momento em que ele percebeu que isso poderia se tornar seu trabalho surgiu quando, aos 14 anos, um amigo pediu para ele fazer imitações de personagens famosos, gravou e postou no Facebook.


O vídeo viralizou e Carlos notou que não eram só os seus amigos que gostavam das imitações. Depois disso, um produtor disse que ele poderia estudar e começar a trabalhar com comédia. Então ele fez curso de teatro, faculdade de jornalismo e assim foi consolidando sua carreira como artista.


Palcos

Na época de escola, Carlos sempre se destacou por ser muito comunicativo, gostava de participar das atividades que exigiam apresentações, seja apresentar trabalhos e até eventos da escola.


Porém seu primeiro contato com os palcos foi em 2015, quando ele participou da abertura do show do também humorista Kuki Pobizinho, imitando Sílvio Santos. Ali, descobriu o que queria para sua vida.


“Eu senti tanto nervosismo, ansiedade, mas quando você sobe no palco, parece que tem uma coisa que liga a chave de você se alimentar por aquilo ali, pelo sorriso da galera, da galera gostar do que você tá fazendo. Depois desse dia, não parei mais de fazer”, relata Carlos.


Turma do Barra

A trajetória de Carlos no programa da TV Jornal, Turma do Barra, começou há dois anos atrás. Agora na função de repórter, ele diariamente conversa com a população, grava matérias, quadros e faz personagens. Dessa vez, não como imitador, mas sim como repórter, o que para ele é algo novo.


“Eu queria ser eu, Carlos Santos, o repórter humorista e queria poder junto comigo ali levar as minhas personalidades, as minhas loucuras, as minhas brincadeiras, tudo junto aqui num cantinho só. Então, chegar para fazer a Turma do Barra, nessa nova versão de repórter de rua, tudo isso para mim tem sido muito bacana, muito enriquecedor.”


Família

Os pais do artista sempre apoiaram e incentivaram seus sonhos. No começo, a mãe de Carlos, dona Carla Santos, ficou assustada por não ser uma carreira convencional, mas independente de tudo sempre esteve ao seu lado.


“Não é fácil, essa carreira de humorista no Brasil, mas para o mundo que a gente vive hoje, um mundo perverso, é muito bom conviver com pessoas que sempre nos trazem alegria. Até na tristeza, a gente não deixa chegar, porque convivemos com pessoas, como meu filho, que só nos dão alegria e fazem a gente sorrir”, conta dona Carla.


O pai de Carlos, que trabalhava de motorista de ônibus, sempre foi "gaiato". Ele brincava, cantava e fazia piadas para divertir os passageiros, o que motivou Carlos a seguir o exemplo do pai de fazer as pessoas sorrirem, principalmente a sua mãe.


“Minha mãe tinha uma risada muito alta, muito boa. Isso do meu pai fazer graça, minha mãe gostar de rir, eu ver aquela coisa, eu disse ‘rapaz, eu gosto de fazer graça também, gosto de fazer minha mãe sorrir’, e acabou que eu sempre fui humorista.”


Inspiração

O bairro onde cresceu deixou raízes e faz parte das inspirações do humorista. Para o humorista, o Curado sempre será sua casa, o lugar onde tudo começou.


“Morar no Curado me permite lembrar sempre de onde eu vim, do quanto eu batalhei para conquistar minhas coisas e lembrar de manter os pés no chão”, conta.


O bairro também ajudou no processo de criação de personagens, conviver com pessoas diferentes e reparar na variedade de personalidades que existiam ali se tornou uma forma de expressar sua criatividade.


Eduardo Tikson, amigo de Carlos que mora no Curado, conta que até hoje ele tira as pessoas de lá como exemplo para suas criações.


“A inspiração dele é o Curado Um. Tem muitos personagens aqui e para tudo é uma questão de sorrir, de brincar, de dar uma gaitada. Então, ele leva muito isso para fora, por onde ele anda. Não é à toa que ele é o sucesso que é hoje.”


A professora de Carlos, Maria de Fátima Alves, diz que ele nunca deixou as suas raízes, ainda mantém contato com os professores e sempre visita a escola onde estudou a vida toda.


“É uma felicidade imensa quando eu vejo ele na televisão se comunicando tão bem e também as raízes, que ele não esquece. O bairro em que ele morou sempre está presente. Então a gente torce muito pelo sucesso dele, que já era de esperar”, relata a professora.


Para Carlos Santos tudo na vida dele é a comédia, a sua motivação é desenvolver novos personagens, novas brincadeiras, novas piadas e nunca deixar de sorrir.


“Eu acho que a minha engrenagem, meu combustível é fazer o que eu faço. Então, deixar de fazer o que eu faço para mim é morrer vivo.”

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