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Eugênia Lima propõe frente parlamentar contra impactos das chuvas em Pernambuco

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

A proposta vem sendo articulada com parlamentares de diversas cidades pernambucanas


Foto: Divulgação


A vereadora de Olinda, Eugênia Lima (PT), defende a criação de uma Frente Parlamentar de Enfrentamento das Chuvas como estratégia para lidar com os impactos recorrentes provocados pelas fortes precipitações em Pernambuco. A proposta vem sendo articulada com vereadores de diversas cidades pernambucanas.


Segundo a parlamentar, os transtornos registrados em diversas cidades evidenciam a falta de planejamento urbano e de políticas estruturadas voltadas à prevenção de desastres. Para ela, os episódios não podem ser tratados como situações isoladas, mas como reflexo de problemas históricos na gestão das cidades.


Eugênia destaca que a criação da frente parlamentar tem como objetivo promover o diálogo e a construção de soluções conjuntas. A iniciativa pretende ainda fortalecer a pressão por investimentos em infraestrutura, além de estimular a troca de experiências entre as cidades.


“A gente precisa parar de olhar apenas para o problema. Temos que pensar nas soluções, nas adaptações e na resiliência climática”, afirma Eugênia a parlamentar. “Esse é um problema que não se resolve de forma isolada por uma única cidade”, pontua.


Nesse contexto, Eugênia cita a situação da coleta de lixo em Olinda como um dos fatores que agravam os impactos das chuvas. De acordo com ela, o acúmulo de resíduos contribui para a obstrução de canais e galerias, intensificando os alagamentos. A situação, inclusive, motivou a apresentação de um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para investigar o serviço, com mais de três mil assinaturas populares anexadas e um dossiê que aponta irregularidades na coleta desde 2022 na gestão Lupércio.


Defendendo um conjunto de ações permanentes, a vereadora também destacou a necessidade de planejamento contínuo por parte dos municípios. “É fundamental que cada cidade tenha seu plano, com monitoramento e manutenção que funcione o ano inteiro, do inverno ao verão”, diz.


Além disso, ela reforça a importância de políticas públicas voltadas à moradia. “A política de habitação precisa estar no centro desse debate, porque não existe enfrentamento às chuvas sem garantir que as pessoas vivam em áreas seguras”, concluiu.

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