Eugênia Lima propõe plano para revitalizar cinemas de rua em Pernambuco
A iniciativa prevê articulação entre governos estadual, municipais e federal para recuperar cinemas históricos, estejam eles fechados ou em funcionamento

Do Blog Ponto de Vista
Foto: Divulgação
A candidata a deputada estadual Eugênia Lima (PT), vereadora mais votada da história de Olinda, propõe a criação de um Plano Estadual de Revitalização dos Cinemas de Rua. A iniciativa prevê articulação entre governos estadual, municipais e federal para recuperar cinemas históricos, estejam eles fechados ou em funcionamento.
A proposta inclui mapeamento dos equipamentos, restauração, modernização tecnológica, linhas de financiamento, incentivos fiscais e a criação de uma Rede Estadual de Cinemas de Rua. A candidata também defende a integração desses espaços com políticas de educação, turismo e economia criativa, além da valorização da produção audiovisual pernambucana.
“Nosso plano prevê o inventário e o mapeamento dos cinemas históricos do estado, ações de restauração arquitetônica, modernização tecnológica, linhas permanentes de financiamento e incentivos fiscais. A proposta também inclui a criação de uma Rede Estadual de Cinemas de Rua, conectando os equipamentos recuperados e fortalecendo sua programação”, destaca a candidata.
Reabertura do Cine Olinda
Em Olinda, um dos focos da proposta é o Cine Olinda, fechado há mais de 40 anos. Eugênia assinará, neste sábado (19), uma carta-compromisso pela reabertura do equipamento e pretende levar a pauta à Assembleia Legislativa caso seja eleita.
O cinema foi contemplado, em 2022, por um convênio de aproximadamente R$ 1,8 milhão com o Governo de Pernambuco, mas continua sem funcionar.
“A gente não pode aceitar que equipamentos que fazem parte da memória cultural de uma cidade permaneçam fechados durante décadas. Recuperar um cinema não é apenas recuperar um prédio. É devolver à população um espaço de cultura, convivência, formação e acesso ao audiovisual”, defende Eugênia.
A candidata também cita o Cine Duarte Coelho, fechado desde a década de 1980, e o Teatro Bonsucesso, que voltou a ser inaugurado em 2018 após cerca de 20 anos fechado, mas atualmente está novamente desativado.
“Não adianta reabrir um equipamento para ele voltar a fechar alguns anos depois. A política precisa pensar na restauração, mas também na sustentabilidade, na programação e na formação de público. Cinema, teatro e cultura precisam estar vivos e acessíveis para a população”, afirma.




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