Grande Rio celebra o manguebeat e a cultura pernambucana em desfile na Sapucaí
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No abre-alas, a escola de Duque de Caxias apresentou o manguezal como cenário principal, com raízes cenográficas espalhadas pelo carro todo

Da Folha de Pernambuco
A Acadêmicos do Grande Rio levou para a Marquês de Sapucaí, nesta terça-feira (17), um pouco da cultura pernambucana. No último dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a escola de samba se apresentou com o tema “A Nação do Mangue”. O desfile homenageou o movimento manguebeat, que nasceu no Recife, no início dos anos 1990, através de bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Artistas visuais pernambucanos, como o grafiteiro Tchôca, Evêncio Vasconcelos, Carolina Noemia e o Coletivo Vacilante, foram convidados para contribuir com a criação das alegorias.
No abre-alas, a escola de Duque de Caxias apresentou o manguezal como cenário principal, com raízes cenográficas espalhadas pelo carro todo. As cores roxa e vermelha, que dominaram a identidade visual, faziam referência a Nanã, orixá que rege os mangues.
O carro seguinte trouxe a “Manguetown” cantada pela Nação Zumbi, mostrando o Recife de quem mora às margens de rios e mangues. A alegoria aborda o contexto social que moldou o surgimento do manguebeat, quando a capital pernambucana foi considerada a quarta pior cidade para se viver no mundo.
Já o terceiro setor foi dedicado a representar os festejos tradicionais pernambucanos, que também influenciaram o movimento de contracultura. La Ursas, cavalos-marinhos, caboclinhos e maracatus foram lembrados.
Uma das alegorias homenageou Chico Science, com uma representação gigante da cabeça do cantor. A filha do músico, Louise, esteve presente no desfile, assim como Fred Zero Quatro, líder da Mundo Livre S/A.
No samba-enredo, a escola citou diretamente o fundador da Nação Zumbi: “Chico, Manguebeat tá na rua/ Caxias comprou a luta/ E transforma em Carnaval!”.
Além de Virginia Fonseca como Rainha de Bateria, a Grande Rio levou para a avenida a influenciadora pernambucana Eduarda Gutierrez como Musa. A cantora Duda Beat, que nasceu no Recife, participou como destaque em uma das alegorias.








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