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História do Cabo é lançada oficialmente como componente curricular na Rede Municipal

  • 4 de mar.
  • 2 min de leitura

O objetivo é promover o estudo sistemático da história e da cultura local, possibilitando aos estudantes dos Anos Finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental a compreensão crítica do processo de formação histórica, social, cultural e identitária do município


Foto: João Barbosa


A Rede Municipal de Ensino do Cabo de Santo Agostinho viveu um marco histórico nessa terça-feira (3) com o lançamento oficial do componente curricular História do Cabo. A disciplina passa a integrar a matriz das escolas em Tempo Integral a partir do ano letivo de 2026. O evento de lançamento foi realizado no Centro de Formação de Professores Elmo de Freitas e reuniu gestores escolares, professores de História, técnicos da Secretaria de Educação e autoridades municipais, entre elas o vice-prefeito Jamerson Batera.


A inclusão do novo componente curricular História de Cabo tem como objetivo promover o estudo sistemático da história e da cultura local, possibilitando aos estudantes dos Anos Finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental a compreensão crítica do processo de formação histórica, social, cultural e identitária do município. Os alunos aprenderão a história da cidade de forma lúdica e dinâmica e se conectarão com as suas próprias raízes.


A programação teve início com a apresentação cultural “Um destino cabense no infinito ancestral de uma roda de coco”, conduzida pelo artista e poeta cabense Jardel Gíria, celebrando as raízes e tradições locais. Em seguida, o presidente e fundador do Instituto Histórico, Arqueológico, Geográfico e Cultural do Cabo (IHAGCCABO), professor Anderson Ramalho, apresentou a matriz curricular da disciplina. De acordo com ele, a proposta proporciona aos estudantes uma verdadeira “jornada de pertencimento e identidade”, alinhada à Educação Inclusiva e Antirracista. A atividade também contou com palestras de João Lourenço, licenciado em História; e de Elanne Correia, mestranda em História e gestora da ETI Paulo Freire.


A Escola em Tempo Integral (ETI) Douglas Menezes, em Ponte dos Carvalhos, foi a unidade piloto do projeto em 2025. A gestora da escola, Mônica Alves, destacou os resultados positivos da iniciativa. “Quando recebemos a proposta ficamos muito felizes e vimos que estudar a História do Cabo fez com que fosse gerado o sentimento de pertencimento nos nossos alunos. Estimulou bastante a criatividade deles”, comentou.

“A palavra de hoje é felicidade.


Instituir a História do Cabo como componente curricular é reconhecer sua importância e reafirma o compromisso da gestão com uma educação que conecta conhecimento, identidade e cidadania, transformando o currículo escolar em instrumento de valorização da própria história”, destacou o secretário municipal de Educação, Isaltino Nascimento.

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