Plenário da Câmara mantém decisão de arquivamento de CPI
- 5 de mar.
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Por 24 votos a favor e um contrário foi acatado o parecer da Comissão de Legislação e Justiça, que analisou e rejeitou o recurso contra o arquivamento da CPI

Foto: Assessoria de Imprensa
Em reunião extraordinária realizada na manhã desta quinta-feira (5), o plenário da Câmara Municipal do Recife decidiu manter o arquivamento do pedido de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) requerida pelo vereador Thiago Medina (PL). Por 24 votos a favor e um contrário foi acatado o parecer da Comissão de Legislação e Justiça, que analisou e rejeitou o recurso contra o arquivamento da CPI. As galerias estavam lotadas de pessoas que vieram acompanhar a votação.
Ao iniciar os debates, o líder do governo na Câmara, vereador Samuel Salazar (MDB), manifestou seu ponto de vista sobre o caso na tribuna do plenário. Ele lembrou que, antes do pedido de criação da CPI, a oposição havia tentado, sem sucesso, abrir um processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB) com base nas mesmas alegações de agora.
De acordo com Salazar, essas movimentações ocorreram apenas para tentar “desgastar a imagem” do prefeito. “Em nenhum momento, o prefeito cometeu qualquer crime de responsabilidade. Ficaram tentando fazer uma ilação com uma série de fatos em que não há qualquer conectividade em relação a datas para tentar, repito mais uma vez, manchar a imagem do prefeito”.
O relator do parecer na Comissão de Legislação e Justiça, vereador Carlos Muniz (PSB), também ocupou a tribuna. No discurso, ele explicou as bases de sua relatoria que, em última análise, confirmou o arquivamento do processo. “Pelo Regimento Interno, os requisitos para o acatamento de instauração de CPI são: requerimento subscrito por 1/3 de seus membros da Câmara Municipal do Recife; existência de fato determinado; e prazo certo de duração”.
Carlos Muniz assegurou que “o requisito da existência de fato determinado foi analisado exaustivamente no parecer e a conclusão foi pela sua inexistência”. Ele concluiu falando do trabalho realizado. “A missão que me foi confiada, de relatar um processo tão emblemático, complexo e desafiador foi cumprida. Como sempre atuei ao longo de toda minha de vida pública, cumpri essa tarefa com muita responsabilidade, respeito e dialogando com todos os setores”.
O vereador Paulo Muniz, autor do Processo Administrativo nº 629/2026 que questionou o pedido de arquivamento, também se pronunciou. Ele salientou que fez o seu papel como parlamentar de oposição. “Apesar de respeitar o presidente [Romerinho Jatobá], que representa a nossa Casa com muita força e dignidade, sempre parceiro dos vereadores, mas eu discordei”, disse. “E acho que eu fiz o meu papel de vereador de oposição, trazendo para o plenário [o recurso] para que os 37 tivessem direito de votar”. Os demais vereadores da bancada de oposição não estavam presentes na reunião extraordinária.




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