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Recife: Fim da escala 6x1 é tema de discursos na Câmara

  • 25 de mai.
  • 2 min de leitura

Dois parlamentares se pronunciaram na tribuna a favor do fim jornada de trabalho de 44h semanais baseada em seis dias de trabalho e um dia de descanso


Foto: Assessoria de Imprensa


Durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta segunda-feira (25), dois parlamentares se pronunciaram na tribuna a favor do fim jornada de trabalho de 44h semanais baseada em seis dias de trabalho e um dia de descanso. A Proposta de Emenda à Constituição nº 8/2025, que trata da matéria, tramita na Câmara dos Deputados. A primeira parlamentar a discursar sobre o assunto na Casa de José Mariano foi a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL), seguida pelo vereador Luiz Eustáquio (PSB).


Em seu pronunciamento, Jô Cavalcanti destacou a atuação de movimentos sociais e sindicais pelo fim da escala 6x1, bem como de parlamentares do seu partido que lideraram o debate sobre a proposta. A vereadora salientou, ainda, projetos de sua autoria que refletem o debate a respeito da escala em nível local, como o projeto de lei nº 49/2025, que sugere acabar com a jornada 6x1 em contratos da Prefeitura do Recife.


Para Jô Cavalcanti, o descanso de apenas um dia por semana “não pode ser tratado como normal”. “O debate sobre o fim da escala 6x1 é urgente e fala de dignidade, de tempo e de futuro. Milhões de trabalhadores e trabalhadoras vivem uma rotina onde se vive exausto, com um único dia de descanso para poder ir ao médico, lavar roupa, cuidar das crianças e recuperar o próprio corpo”.


Já o vereador Luiz Eustáquio teceu críticas aos parlamentares da Câmara dos Deputados que atuaram de forma contrária à mudança. Na tribuna, ele demonstrou indignação com os 176 deputados federais que assinaram uma emenda que dificultaria a entrada em vigor da nova escala. Caso a emenda seja aceita, a proposta seria adiada para 2036, com condicionantes de produtividade econômica e uma flexibilização para admitir jornadas de até 52 horas semanais.


“As pessoas não se conformam que o trabalhador tenha dignidade. Na época dos escravos, foi a mesma coisa: ‘a economia vai acabar se o negro deixar de ser escravo’. Foi assim que aconteceu. E agora, [é com] a escala 6x1 que a ‘economia vai quebrar’”.

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