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União Brasil e PP formalizam federação com maior bancada na Câmara dos Deputados

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    mais jaboatao
  • 19 de ago. de 2025
  • 5 min de leitura

Com o documento em mãos, a federação deve dar entrada no registro formal na Corte Eleitoral, o que deve ocorrer nos próximos dias

Do G1 PE

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados


Uma convenção conjunta do União Brasil e do Progressistas (PP) oficializou nesta terça-feira (19) a criação de uma federação partidária entre as legendas. Antes do encontro, pela manhã, dirigentes das siglas também aprovaram, em reuniões separadas, o estatuto da aliança, documento que vai guiar o funcionamento e a atuação da federação. A chancela ao texto era uma das etapas necessárias para formalizar a aliança, anunciada há quase quatro meses, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o documento em mãos, a federação deve dar entrada no registro formal na Corte Eleitoral, o que deve ocorrer nos próximos dias.



Chamada de União Progressista, a aliança será a maior força partidária do país. A federação terá a maior bancada de deputados na Câmara, o maior número de prefeitos e as maiores fatias de recursos públicos para campanhas e despesas partidárias. Ainda nesta semana, com a filiação da senadora Margareth Buzetti ao PP, a aliança deve ultrapassar PL e PSD e alcançar 15 senadores — a maior bancada na Casa.


Dirigentes da federação afirmam que a aliança deverá se posicionar de forma crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os presidentes do PP (Ciro Nogueira) e do União Brasil (Antonio de Rueda) têm defendido o lançamento de uma candidatura de centro-direita em 2026. O União tem um pré-candidato: o governador de Goiás Ronaldo Caiado. Mas Ciro Nogueira é um dos defensores de uma costura em torno do nome de Tarcísio de Freitas para o Planalto.


Nova força política

Durante o evento, lideranças políticas destacaram a importância da nova aliança como força de equilíbrio e protagonismo no cenário nacional. As declarações reforçaram a intenção de construir um projeto político em comum.


"Não é um movimento de oposição ou de situação, esse movimento é um movimento de política com P maiúsculo para olhar para o futuro do país. A gente tem que entender que política foi feita para resolver os problemas e não para criar problemas", afirmou o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

Em movimento de aproximação à centro-direita, ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também participou do evento que sacramentou a federação de União e PP.


"Façam desse gesto, dessa iniciativa, um ato de gravitação universal. Ou seja, chame tudo o que o brasileiro pode oferecer, da centro-esquerda à centro-direita, para nós tirarmos o Brasil deste desastre", disse.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu que a nova federação deve assumir posições claras e firmes.


"Um partido com a musculatura do União não pode acanhar as nossas lideranças políticas. Partido tem que ter lado, tem que ter rumo. Tem que ter posição clara. Para vencer a crise que o Brasil tem hoje a gente sabe que o partido tem que colocar alguém que tenha uma posição clara", disse Caiado.


Já o senador e presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), apresentou a federação como um novo eixo de sustentação democrática:


"Se a política é um organismo, se a política é um corpo, nós temos grandes nomes, mas talvez não seja a hora de sermos a cabeça. Não seremos também os braços coordenados a estar num extremo ou de outro. A União Progressista nasceu para ser a espinha dorsal da democracia brasileira, para ser forte, capitalizada e dar sustentação ao organismo vivo que, sem uma espinha reta e firme, desfalece, desaba, não consegue se manter em pé", afirmou.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), celebrou a criação da federação como um passo importante para o país:


"Eu tenho certeza que o Brasil aguardava muito esse passo, aguardava a esperança. Esperança que, agora, seremos capazes de contar com mais uma força para discutir temas mais relevantes", disse.


'Superfederação' em números

As tratativas entre União Brasil e PP são acompanhadas de perto por outros dirigentes partidários, que tentam projetar o tamanho do impacto da aliança nas campanhas de 2026.


A "superfederação" receberá a maior fatia — entre os 29 partidos registrados pelo TSE — do fundo público de financiamento de campanhas.


Levando em conta os valores distribuídos em 2024, o montante pode ser equivalente a quase R$ 1 bilhão.


União Progressista em números:


109 deputados federais — maior bancada na Câmara dos Deputados

14 senadores por ora — deve chegar a 15 nesta semana e se tornar a maior bancada do Senado

1.335 prefeitos em todo o país — maior número de prefeituras, superando o PSD (889)

7 governadores — à frente de todos os outros partidos

R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral (números de 2024) — maior fatia da distribuição e R$ 67 milhões a mais do que o segundo colocado, o PL

R$ 197,6 milhões em fundo partidário (números de 2024) — maior volume de recursos, superando o PL


Ainda sem veto ao governo

Internamente, membros das siglas defendem que a federação discuta — mais à frente — a presença da União Progressista no governo Lula.


Hoje, os partidos possuem indicados em diversas camadas da administração pública. União e PP também contam com quatro ministros na gestão Lula.


O estatuto aprovado pelas siglas não traz qualquer veto à participação de membros no atual governo petista. Segundo dirigentes, o tema deve ser, no entanto, discutido em outra oportunidade.


Ao longo do evento desta terça, políticos discursaram com críticas ao governo Lula. Ronaldo Caiado disse que o grupo vai "libertar o Brasil das garras do PT", e Ciro Nogueira acusou o petista de estar aliado a ditaduras e de provocar "inutilmente" o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


"Os últimos quatro anos têm sido um longo e decepcionante outono, com as folhas caindo e tudo muito sombrio. Ainda querem continuar para quê?", afirmou Ciro.


Candidaturas e divisão de comando

Em 2026, segundo o estatuto da federação, as candidaturas para presidente e vice-presidente serão decididas pela comando nacional da aliança, a partir de indicações de cada partido.


Uma eventual coligação do grupo a outra candidatura ao Planalto também será decidida pela direção, ainda de acordo com o estatuto.


As federações partidárias são um modelo de aliança que une duas ou mais siglas. Segundo as regras, os partidos passam a atuar como um só por, no mínimo, quatro anos. Também devem ter alinhamento nas campanhas — ou seja, a federação deve caminhar de forma unificada nas disputas, definindo conjuntamente as candidaturas. O manifesto de lançamento da federação afirma que o grupo terá como objetivo a "responsabilidade fiscal e responsabilidade social".


Presidente do União, Antonio de Rueda afirmou que, nas eleições de 2026, a federação será "invencível".


"Essa federação não é uma mera soma de números; é uma multiplicação de forças, uma sinergia que nos posiciona como a maior potência política do Brasil, com acesso aos maiores recursos do fundo eleitoral e partidário para impulsionar nossas ideias. Imaginem o impacto disso", declarou.


O estatuto da federação estabelece que, até o fim de 2025, o comando será compartilhado entre Rueda e Ciro.


Além deles, nestes primeiros meses de funcionamento, a "superfederação" também terá em sua direção nacional:


ACM Neto;

Arthur Lira;

Davi Alcolumbre;

Ronaldo Caiado;

Pedro Lucas Fernandes;

Dr. Luizinho;

Cláudio Cajado; e

Ricardo Barros.

O estatuto também estabelece que, entre 2026 e 2029, a presidência será exercida exclusivamente por Antonio de Rueda. Ciro Nogueira ficará com a vice-presidência do grupo.


A 'superfederação' no Congreso

A aliança terá o maior número de deputados federais, um total de 109 parlamentares. A bancada, no entanto, pode reduzir no próximo ano com a janela partidária.


A União Progressista também deve oficializar, nos próximos dias, a filiação da senadora Margareth Buzetti ao PP, o que transformará o grupo na maior força do Senado com 15 senadores.


A representação pelo país

Na última semana, o PP também engordou o total de governadores do grupo. Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, deixou o PSDB e elevou o total de governadores da federação para sete.

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