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No Recife, Augusto Cury defende aumentar taxação das bets e diz que não apoia Lula nem Flávio em eventual 2° turno

há 14 minutos
3 min de leitura

Ele participou de um encontro de lideranças de seu partido na Avenida Conselheiro Aguiar, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife


Do G1 PE

Foto: Rafael Souza/g1


Candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury cumpriu agenda de campanha na manhã desta sexta-feira (25) no Recife e defendeu uma taxação maior sobre as bets . Ele participou de um encontro de lideranças de seu partido na Avenida Conselheiro Aguiar, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.


O candidato chegou ao local por volta das 11h10 acompanhado da esposa, militantes e de candidatos a deputado estadual e federal de seu partido. O presidente nacional do Avante, o deputado federal Luís Tibé (Avante/MG), também acompanhou o evento.


Em conversa com a imprensa na chegada do encontro, Augusto Cury criticou as bets e disse que é preciso aumentar a taxação sobre as empresas de apostas:


"Toda emoção que gera efeito rápido e curto pode gerar uma dependência, inclusive, da cocaína. Por exemplo, os 'shots' nas redes sociais podem gerar dependência grave, dependência psicológica. As bets, efeito rápido e curto, também geram dependência. Nós precisamos ou terminar com as bets, ou taxá-las de maneira concreta, grande. Porque hoje elas estão taxadas em 12%, os alimentos, em 18%, e os remédios, em 32%, bem como a energia. Não é possível isso. Então, elas têm que ser taxadas. E, de fato, nós não podemos aceitar milhões e milhões de pessoas asfixiadas pela dependência psicológica das bets", afirmou.


O candidato, que aparece numericamente em terceiro lugar na última pesquisa Datafolha, disse acreditar que irá ao 2° turno, mas que caso não chegue na segunda fase da disputa, não vai apoiar Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas:


"Infelizmente, o modelo de Lula da Silva está esgotado, o modelo econômico. E a ética de Flávio também está no processo de degradação e de falência. Então, não cogito apoiar nenhum dos dois. O que eu quero, de fato, é chegar no segundo turno, porque eu não amo o governo, não dependo do governo. Tenho o que os políticos jamais sonharam em ter. Para mim, é missão", declarou.


Cury criticou a polarização política do país e prometeu, se eleito, pacificar o Brasil. "Eu estou me colocando aqui para ser esse líder da pacificação. Porque, no fundo, a direita critica a esquerda, a esquerda critica a direita. É uma anarquia de ódio sem precedentes. A direita critica a esquerda, de esquerdopata, a esquerda acusa a direita de fascista. E há milhões e milhões de pessoas excelentes, notáveis, em ambos os lados. Eu quero ser o país que une, porque a paz une. O ódio divide, a paz soma, o ódio destrói", disse.


Fim da reeleição e mandato de oito anos no STF


Augusto Cury criticou inda a reeleição para os cargos do poder executivo (prefeito, governador e presidente) e disse que, se eleito, vai articular o fim da reeleição e que cumpriria os quatro anos de mandato. "Nos primeiros 100 dias de governo, tem que passar por uma revolução. Nós convocaremos o Congresso para, de fato, por um fim à reeleição, porque ela flerta com a corrupção e com a perpetuação no poder do Executivo", afirmou.


O candidato do Avante também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse que a suprema corte deveria ser discreta e que o protagonismo do tribunal nos últimos anos é reflexo de um erro na democracia brasileira:


"Você só nota quando algo errado está ocorrendo na sociedade brasileira. Mas, nosso STF ganhou um protagonismo sem precedentes. No mundo todo, ninguém sabe o nome de alguns ministros. Algo está errado na equação da democracia. Então, nós provocaremos com o Congresso, e também com o Senado, para colocar fim na vitaliciedade. Oito anos para o ministro do Supremo e depois ele ir embora para nunca mais voltar", declarou."


Eleição em Pernambuco


Perguntando sobre a disputa pelo governo de Pernambuco, Augusto Cury disse que está distante, apesar de o Avante integrar o governo Raquel Lyra (PSD) e fazer parte da coligação da candidata à reeleição.


"Eu não tive contato próximo deles. Então, eu não tenho como dizer nada sobre esse tema e o que está traçado e que vamos ficar neutros até agora", afirmou.


No evento, a foto de Cury estava em pôsteres ao lado da imagem de Raquel Lyra e dos candidatos ao Senado da governadora, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadelha (PSD). O atual secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco é Diogo Alexandre (Avante), que participou do encontro.


Após a agenda no Recife, Augusto Cury seguiu para Salvador, onde tem compromissos de campanha à noite.

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