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Vereador Felipe Alecrim cobra indenizações justas para moradores afetados pela Ponte Cordeiro–Casa Forte

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    mais jaboatao
  • 12 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Durante a visita, o parlamentar conversou com moradores que serão desapropriados para a execução da obra e ouviu relatos de angústia, insegurança e indignação diante dos valores de indenização apresentados pelo poder público


Foto: Divulgação


O vereador Felipe Alecrim, líder da oposição na Câmara Municipal do Recife, esteve na manhã desta sexta-feira, 12 de dezembro, na comunidade da Argolinha, no bairro do Cordeiro, área diretamente afetada pela construção da Ponte Cordeiro–Casa Forte, obra licitada pela Prefeitura do Recife com investimento estimado em R$ 236 milhões e prazo de execução previsto de 38 meses.


Durante a visita, o parlamentar conversou com moradores que serão desapropriados para a execução da obra e ouviu relatos de angústia, insegurança e indignação diante dos valores de indenização apresentados pelo poder público. Segundo os moradores, algumas propostas variam entre R$ 20 mil e R$ 40 mil, valores considerados muito abaixo do preço real dos imóveis e insuficientes para a compra de uma nova moradia ou para a reconstrução da vida em outro local.


Muitas das famílias vivem na Argolinha há 20, 30 anos, construíram suas casas com esforço próprio, investiram ao longo de décadas e têm ali toda a sua vida estruturada. Trabalham no bairro, criaram seus filhos na comunidade, utilizam escolas, unidades de saúde e serviços da região. Com a chegada da obra, relatam que perderam o sossego e a tranquilidade, vivendo sob o medo constante de perder tudo sem qualquer garantia de dignidade.


Felipe Alecrim destacou que não é contra a construção da ponte e reconhece a importância da obra para a mobilidade urbana da cidade. No entanto, reforçou que desenvolvimento não pode atropelar direitos.


"A ponte é importante, vai melhorar o trânsito e a mobilidade do Recife. Mas não existe progresso verdadeiro quando ele passa por cima da dignidade das pessoas. Não se pode tirar uma família da casa onde construiu sua história oferecendo valores irrisórios, que não permitem recomeçar", afirmou o vereador.


O parlamentar também criticou a postura da Prefeitura do Recife, que, segundo os relatos, não ofereceu até o momento qualquer acompanhamento jurídico, assistência social ou apoio às famílias afetadas. As ações se resumiram a visitas técnicas, medições dos imóveis e apresentação de valores considerados injustos pelos moradores.


"A prefeitura está preocupada com a vitrine, com a propaganda da obra, com o marketing político. Mas esquece que ali existem pessoas de carne e osso, que trabalharam a vida inteira para construir o que têm. Obra pública não pode ser sinônimo de injustiça social", completou Alecrim.


Os moradores reforçam que não são contra a ponte, mas exigem indenizações justas, compatíveis com o valor real dos imóveis e com tudo o que foi investido ao longo de uma vida inteira. O vereador se comprometeu a levar o caso aos órgãos de controle, à Câmara Municipal e a cobrar da gestão municipal diálogo, transparência e respeito às famílias da Argolinha.

 
 
 

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